Ti Ti Ti da Pietra

Emoções de ser mãe em tempo real

Depressão pós parto e baby blues. É normal tá 13/10/2010

Filed under: Comportamento,Saúde — Ti Ti Ti da Pietra @ 13:46
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Dia mais feliz do mundo!

Mãe mesmo sem trabalhar acorda cedo. Minha rotina televisiva começa com Tecendo o Saber. Você já viu esse programa? Se for mãe provavelmente sim, porque passa às 5h da manhã na Globo. Mas não é sobre isso que vim falar. Hoje cedo foi abordado no RJTV o tema depressão pós parto. Eu acho super importante que as mulheres grávidas se interem sobre assunto que é mais comum do que a gente pensa, e não, não é coisa de maluco.

Assim que descobri a gravidez passei por uma barra. Marido desempregado, nós na Bahia sem a família, eu trabalhando em um canteiro de obras e acordando às 4h 20 da manhã para chegar ao trabalho às 6h 30. Meu primeiro trimestre foi complicadíssimo, passei grandes períodos sozinha lá. Sozinha mesmo, porque meu marido veio para Rio a procura de novas oportunidades e o único casal de amigos que tínhamos lá também veio para o Rio. Imagina. Grávida no primeiro tri + trabalho dificil + solidão + ansiedade +++ = eu muito triste. Resultado tive contrações e iniciei um processo de depressão. Por conta disso fui afastada das minhas atividades no quarto mês de gestação.

Essa situação acendeu  meu alerta para problemas pós parto. Nessa época só tinha ouvido falar sobre a DPP – depressão pós parto, que acomete cerca de 10% das mulheres que dão a luz. Pesquisando na universidade google fiquei sabendo que também existia esse tal de baby blues. Que diferente da DPP não é uma doença e não exige tratamento.

O baby blues é uma tristezinha, uma melancolia que aparece geralmente até o quarto dia depois do parto e pode durar até uma semana. Já a DPP aparece entre a segunda e sexta semana depois do parto e a mãe acaba tendo delírios, idéias esquizofrênicas e confusão mental. Punk, mas, tratável. Um baby blues intenso pode evoluir para uma DPP por conta disso todas as mulheres devem ser observadas logo após o parto.

Minha experiência. Graças a Deus (literalmente) tenho uma família de sangue e emprestada (do meu marido) que me deu um suporte ímpar. Mas mesmo assim acho que tive um baby blueszinho. A Pietra nasceu no dia 6 de agosto, dia 8, que também era Dia dos Pais, chegamos em casa. Dois atrapalhados, eu cheia de conhecimento proveniente da internet e ele cheio de vontade de aprender a lidar com ela. Bom, combinamos que a biza traria nosso almoço. Tocou o interfone 30 minutos depois de chegarmos. Pensei: Almoço! Não. Eram nossas primeiríssimas visitas.

Pessoas super queridas, mas mesmo assim fiquei nervosa. Ainda tava entendendo minha filha, não sabia amamentar direito, não tinha nada gostosinho em casa para servir e eu ainda estava a quase 48 horas sem dormir. Mas até aí ainda tava ok, de repente a Pietra fez cocô – cocô não, mecônio. Tinha que limpar lavando porque a pediatra ensinou assim. Tirei a fraldinha e fui com ela para o banheiro. Todo mundo queria ver eu limpando o bebê e entrou no banheiro junto, e eu lá toda sem jeito, não conseguia limpá-la, minha roupa já toda molhada e muitos muitos flashies já que seria um suposto primeiro banho.

Entrei no quarto fechei a porta e chorei. Me senti incompetente, sem jeito, a pior mãe de todas. Depois passou, acho que no dia seguinte. Ainda devo uma visita calma a essa familia. Acho que isso foi meu baby blues.

Para quem ainda não teve bebê, se prepare para o baby blues e aproveite. Faça charme para o marido, peça ajuda da família e tenha certeza que passa.

Bjs

Helena

Link do RJTV

 

 
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