Ti Ti Ti da Pietra

Emoções de ser mãe em tempo real

Super fã da dona rotina 05/11/2010

Sempre gostei de rotina, mesmo quando estou em casa acabo inventando uma rotina. Parece que preenche o dia, não fico com a sensação de não ter nada para fazer.

Com a gravidez não foi diferente. Li 500 coisas a respeito de rotina de bebês inclusive da polêmica encantadora. Comecei a ler o livro azul ainda grávida e achei que tudo seriam flores. Ai a ilusão materna de primeiríssima viajem. No livro a autora propõe que pais façam um quiz para descobrir qual seu tipo de bebê, que ela classifica como: anjo (sonho de todas os pais), livro texto, enérgico e irritável. Fiz o tal questionário e empatou entre livro-texto e anjo.

Eba. Meio caminho andado certo? Errado! Eu sei que a Pietra não daqueles bebês que fazem os pais arrancarem os cabelos, mas adaptar esse sersinho a nova vida extra-útero exige enorme paciência.

Primeiro conselho que dou. Livre-se da pressão social. Não é porque 20 pessoas te perguntam por semana se seu bebê dorme a noite toda ele tem que dormir. Para com isso gente, cada criança é única e apesar da concepção de cada pai sobre a forma de educação é preciso respeitar o timming de cada criança. Sim, é verdade, nem todas as crianças dormem de 23h às 6h da manhã direto, sem escalas.

Com a gente foi e está sendo assim: primeiro, logo quando a Pietra chegou defini um horário para o banho dela. Porque acho que é a tarefa mais fácil de estabelecer um horário. Então ficou às 10h da manhã. Uma porque a pediatra pediu para dar banho sempre de manhã e porque não era tão cedo. Pronto. Independente de como tinha sido a noite anterior, mesmo se eu tivesse dormido apenas 2 horas, às 10 estávamos lá, na bacia (Pietra toma banho de bacia tá!). Aí a rotina era: mamava um pouquinho para acalmar, tomava banho, mamava mais um pouquinho e cochilava.

Depois tirei essa mamada de antes, e agora ela toma banho comigo no chuveiro, eu a arrumo, deixo ela no berço, termino meu banho (rapidim) e dou mamá. Ela não dorme mais depois desse mamá. Já tá mocinha.rs

A segunda rotina que implantei foi das mamadas. Ui, tarefa difícil para bebê esganado que quer mamar a cada hora. Essa doeu, escutei muito choro, mas conseguimos. Só amamentava a cada 2 horas. Foi sofrido mas surtiu resultado, até hoje ela não faz o peito de chupeta e agora pede para mamar a cada 2h e meia, 3 horas. Nem controlo mais o horário, ela parece um despertador. Então ela mama mais ou menos assim: 8h 30 (acorda) 11h (depois do banho), 14h (quando acorda do cochilo), 16h30, 18h30, 20h30 (aqui ela dorme), 23h30 (mamada dos sonhos na mamadeira) e tchan na na na … ou 4h ou 5h (ainda estamos nessa luta, de ontem para hoje por exemplo ela acordou às 3h50, mas só amamentei às 4h30). Esse aqui vai render outro post, acabei de me ligar nisso. Prometido, rotina do sono.

Pronto. Então nosso dia é mais ou menos assim:

8h30 – acorda e mama

9h – brinca com a mamãe. Adoro. Ela acorda suuuuper bem humorada e conversa horrores. Acho que ela faz isso pra me deixar de bom humor depois da noite mal dormida, e ela consegue.

9h 30 – fica no carrinho enquanto eu tomo café e arrumo a cama.

10h – banho

10h 30 – fica no berço enquanto eu tomo banho

11h – mama

11h30 – fica no carrinho ou cadeirinha enquanto eu faço as minhas coisas

12h30 às 13h30 – cochilo (eu almoço)

14h – mama

14h30 – brinca com a mamãe

15h – brinca no tapete (antes era no sofá, mas já aprendemos que não pode)

15h30 – cochilo

16h30 – mama

17h – carrinho ou cadeirinha

18h – hora do enjoo, particularidade da minha gatinha, eu fico perambulando com ela até a hora de dormir. Fica muito, muito chata.

19h30 / 20h – banho de ofurô (ou balde Sanremo para os íntimos), massagem, mamá e cama.

23h30 – mamada dos sonhos (agora to conseguindo tirar o meu leite e ponho na mamadeira)

5h – mama e dorme de novo

É claro que isso não fica pregado na geladeira da minha casa e sigo à risca, mas é mais ou menos assim que são nossos dias. A rotina também precisa ter certa flexibilidade para não frustrar os pais. Por exemplo. Domingo fui a um churrasco na casa da minha mão. Sem estresse, 19h 30 dei banho nela no chuveiro, não fiz massagem porque não levei o óleo e ela dormiu na cama da vovó. Voltamos para casa por volta de 0h, quando dei mamá e ela dormiu até às 4h20.

Depois escrevo sobre a luta do soninho.

Bjs

Helena

 

Das coisas que abri mão 20/10/2010

Filed under: Comportamento — Ti Ti Ti da Pietra @ 17:49

Toda menina é socialmente programada para exercer as funções da vida adulta. Meninas brincam de casinha, de cuidar de nenê, de fazer comidinha. Essas eram as minhas brincadeiras preferidas. Não fui uma menina moleque, que gostava de brincar de bola ou de subir em árvore. Até brincava dessas coisas vez ou outra, mas gostava mesmo de arrumar minhas bonecas, de me maquiar, de tomar banho de espuma (um desses banhos me rendeu umas boas palmadas, tinha espuma até na escada de casa).

Acabamos idealizando um monte de coisas. Como funciona uma casa, a criação de uma criança, um relacionamento de um casal. Depois a gente cresce e entende que as coisas não funcionam como nas brincadeiras. É preciso ter muito mais jogo de cintura do que com a melhor amiga que quer o seu brinquedo.

Depois da Pietra nascer, muitas das minhas verdades foram por água abaixo. Aprendi a abrir mão.

Abri mão da casa sempre arrumada, do cabelo sempre escovado, dos emails respondidos, das noites de sono, dos cochilos depois do almoço. Abri mão de dormir mais um pouquinho porque ela tem horário para tomar banho, para mamar, para dormir, para ter atenção.

Essa nova brincadeira não tem regra, nem tem competidor, nem termina na hora do Jornal Nacional, e mesmo assim é muito mais gostosa. Mesmo brincando sozinha no dia-a-dia.

Minha boneca agora sorri, morde a mãozinha e adora beijinho no pescoço e as vezes eu consigo pegá-la me procurando com os olhinhos. Essa brincadeira não acaba nunca, graças a Deus, nem eu quero que acabe.

Agora vou lá, minha boneca está me chamando.

 

Depressão pós parto e baby blues. É normal tá 13/10/2010

Filed under: Comportamento,Saúde — Ti Ti Ti da Pietra @ 13:46
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Dia mais feliz do mundo!

Mãe mesmo sem trabalhar acorda cedo. Minha rotina televisiva começa com Tecendo o Saber. Você já viu esse programa? Se for mãe provavelmente sim, porque passa às 5h da manhã na Globo. Mas não é sobre isso que vim falar. Hoje cedo foi abordado no RJTV o tema depressão pós parto. Eu acho super importante que as mulheres grávidas se interem sobre assunto que é mais comum do que a gente pensa, e não, não é coisa de maluco.

Assim que descobri a gravidez passei por uma barra. Marido desempregado, nós na Bahia sem a família, eu trabalhando em um canteiro de obras e acordando às 4h 20 da manhã para chegar ao trabalho às 6h 30. Meu primeiro trimestre foi complicadíssimo, passei grandes períodos sozinha lá. Sozinha mesmo, porque meu marido veio para Rio a procura de novas oportunidades e o único casal de amigos que tínhamos lá também veio para o Rio. Imagina. Grávida no primeiro tri + trabalho dificil + solidão + ansiedade +++ = eu muito triste. Resultado tive contrações e iniciei um processo de depressão. Por conta disso fui afastada das minhas atividades no quarto mês de gestação.

Essa situação acendeu  meu alerta para problemas pós parto. Nessa época só tinha ouvido falar sobre a DPP – depressão pós parto, que acomete cerca de 10% das mulheres que dão a luz. Pesquisando na universidade google fiquei sabendo que também existia esse tal de baby blues. Que diferente da DPP não é uma doença e não exige tratamento.

O baby blues é uma tristezinha, uma melancolia que aparece geralmente até o quarto dia depois do parto e pode durar até uma semana. Já a DPP aparece entre a segunda e sexta semana depois do parto e a mãe acaba tendo delírios, idéias esquizofrênicas e confusão mental. Punk, mas, tratável. Um baby blues intenso pode evoluir para uma DPP por conta disso todas as mulheres devem ser observadas logo após o parto.

Minha experiência. Graças a Deus (literalmente) tenho uma família de sangue e emprestada (do meu marido) que me deu um suporte ímpar. Mas mesmo assim acho que tive um baby blueszinho. A Pietra nasceu no dia 6 de agosto, dia 8, que também era Dia dos Pais, chegamos em casa. Dois atrapalhados, eu cheia de conhecimento proveniente da internet e ele cheio de vontade de aprender a lidar com ela. Bom, combinamos que a biza traria nosso almoço. Tocou o interfone 30 minutos depois de chegarmos. Pensei: Almoço! Não. Eram nossas primeiríssimas visitas.

Pessoas super queridas, mas mesmo assim fiquei nervosa. Ainda tava entendendo minha filha, não sabia amamentar direito, não tinha nada gostosinho em casa para servir e eu ainda estava a quase 48 horas sem dormir. Mas até aí ainda tava ok, de repente a Pietra fez cocô – cocô não, mecônio. Tinha que limpar lavando porque a pediatra ensinou assim. Tirei a fraldinha e fui com ela para o banheiro. Todo mundo queria ver eu limpando o bebê e entrou no banheiro junto, e eu lá toda sem jeito, não conseguia limpá-la, minha roupa já toda molhada e muitos muitos flashies já que seria um suposto primeiro banho.

Entrei no quarto fechei a porta e chorei. Me senti incompetente, sem jeito, a pior mãe de todas. Depois passou, acho que no dia seguinte. Ainda devo uma visita calma a essa familia. Acho que isso foi meu baby blues.

Para quem ainda não teve bebê, se prepare para o baby blues e aproveite. Faça charme para o marido, peça ajuda da família e tenha certeza que passa.

Bjs

Helena

Link do RJTV

 

Deixar ou não chorar. Dilema cruel 07/10/2010

Filed under: Comportamento,Notícias — Ti Ti Ti da Pietra @ 19:38
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Muito antes de ter um filho, tinha a consciência que não seria uma mãe do tipo banana. Sempre tive horror de criança que se joga no chão de shopping center e responde aos mais velhos. Gritaria então! Nem pensar!!!

Sou super adepta da rotina e dos bons hábitos. Isso vale para tudo, inclusive para bebês, por que não?

Quando a Pietra foi a primeira consulta com a pediatra, ela me perguntou: Mãe, aonde ela está dormindo? Respondi: Na minha cama. E ela: Por que? Ela tem que dormir no berço dela.

Pronto, nesse mesmo dia papai colocou pé firme (ta bom, ta bom, essa me deu peninha) e a Pietra dormiu no berço. Hoje ela praticamente só dorme no berço, até os cochilos durante o dia, são no bercinho. Mas quem disse que foi fácil? Muitas vezes ela chorou, e deixamos ela chorar por um tempo. Já deixei ela chorar outras vezes, como quando ela queria fazer o peito de chupeta ou por manha pura. Não acho errado, claro que todas as necessidades dela precisam estar sanadas. Não deixo minha filha com fome, nem suja, nem se esgoelando porque quer ficar tranquila para dormir. Mas vez ou outra ela chora e chora. Claro, por períodos curtos, tipo 5 minutos.

O mais engraçado é que muita gente concorda, mas na hora que vê a criança chorando, você vira a Bruxa do 71 que maltrata menininhas. Todo mundo tem pena. Outro dia, deixei a Pietra no carrinho na porta do banheiro e estava escovando os dentes. Ela abriu o berreiro. Eu disse para ela chorar porque estava ocupada. Eis que de repente a faxineira aqui de casa passou a mão na Pietra e começou a niná-la dizendo: Ai, a mamãe tá me maltratando!

Olha, me senti meio mal na hora, mas tinha consciência que não estava fazendo nada de errado. Graças a insistência, a Pietra agora pede para mamar no horário, dorme sozinha no berço (eu a coloco ainda acordada), e está começando a aprender a dormir a noite toda.

Abaixo deixo uma reportagem da revista Crescer. Sinceramente não concordo com a teoria da Sra. Psicóloga.

E aí? Deixar ou não deixar chorando?

Bjs

Helena

Fonte: revista Crescer

 

Eita chororô sem fim 29/09/2010

Filed under: Comportamento — Ti Ti Ti da Pietra @ 20:44
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Choro, choro e mais choro

Olha se existe alguma coisa que deixa nervoso qualquer pai é choro de criança. Isso porque não existe um letreiro que pisca na testa da criança: to com fome, to com sono, minha barriga ta doendo.

To falando isso porque a Pietra recebeu ontem a visita da prima Marianna, dez dias mais nova. Eu to acostumada com a Pietra que chora, mas que conseguimos “enrolar” em pouco tempo. Com a prima Mari a história é outra. A bichinha chora, chora e chora horas a fio.

Sinceramente fico mais preocupada com a mãe da Mari – que é minha prima, que com a neném. Os sentimentos que começam a rondar a cabeça da mãe que não está conseguindo acalmar um filho, porque com certeza é uma situação temporária, são péssimos!

Sim, ela tem refluxo e sofre bastante com as cólicas, mas tudo que pode ser feito para essa situação já está sendo tentado, remédios, massagens e complemento.

Nos resta esperar que essa fase chata passe logo.

Achei essa matéria sobre choro infantil. Super interessante e esclarecedora.

Bjs

Fonte: Guia da Família

 

 
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