Ti Ti Ti da Pietra

Emoções de ser mãe em tempo real

Meu dia estranho 28/10/2010

Filed under: Notícias — Ti Ti Ti da Pietra @ 11:31

Gente, ontem eu tive o dia mais estranho da minha vida. Estava tudo bem, eu tava brincando no sofá e minha mãe tava do meu lado fazendo qualquer coisa. De repente ela sumiu. Eu fiquei tentando fazer umas coisas novas. E consegui! Eu virei. Só que caí no chão. Até que fiquei assustada na hora e chorei, mas a minha mãe… parecida bebê de berçário. Depois ela me levou num lugar estranho, cheio de gente, tirei foto com uma máquina gigante. Do nada minha vó Aída apareceu. E para terminar minha mãe dormiu no meu quarto. Não entendi nada. Foi um dia muito estranho. To contando tudo pra minha vó aí embaixo.

bjinhos

Pietra

Traduzindo: ontem eu estava com a Pietra aqui em casa. Ela estava no sofá, como sempre ficava até ontem,e eu fui à cozinha. Fui rápido, mas apareceu uma barata e me distraí matando a barata. Demorei demais na cozinha. Foi quando eu ouvi o pio choro de todos. Um berro desesperado. Quando cheguei na sala olhei para o sofá e não vi a Pietra, cheguei mais para frente e ela estava de barriga para baixo no chão chorando muito. Fiquei mais do que nervosa. Liguei para a pediatra e ela achou melhor levar no hospital para tirar um raio x.

Fomos de taxi porque não tinha a menor condição de dirigir. No hospital percebi que desespero de mãe faz transpor todas as barreiras e vergonhas. Sempre fui super envergonhada em furar fila, mas dessa vez não pensei duas vezes. Passei a frente de todo mundo e entreguei nossos documentos. Pedi para dar prioridade porque ela tinha caído no chão e estava sonolenta (foi por volta de 12h, hora que ela dorme todo dia, mas quem arrisca?).

Fiz a ficha e invadi o consultório da pediatra de plantão. Entrei e ela perguntou: Maria Clara? E eu: não. Pietra. Ela caiu no chão. Dá uma olhada nela.

A dra. (não lembro nem o nome da médica) examinou e disse que estava tudo bem, que pediria o raio x só para por precaução. Fomos para o raio x e descobri um outro lado da maternidade. A agressividade. Fomos atendidas por uma radiologista super grossa, que bufou, ficou impaciente com a Pietra… olha, que vontade de virar a mão nela, me segurei porque precisava da radiografia.

Concluindo. O raio x deu normal, e a médica pediu para observar 48 horas.

Foi um sufoco, mas tenho certeza que esse foi apenas o primeiro de muitos tombinhos.

PS.: parte engraçada da história. Diálogo entre eu e o taxista que nos levou ao hospital.

Taxista: A sra. ta nervosa, o que aconteceu?

Eu: ela caiu do sofá.

Taxista: Ihhhh. É muito alto?

Eu: não muito. Uns 50 cm.

Taxista: Ah. Com certeza machucou alguma coisa. A sra. pode não ter visto, mas com certeza machucou. Ou bracinho, ou perninha.

Eu: Hum.

Taxista: deu água?

Eu: ela mamou.

Taxista: Ih… Não pode dar água não. Nem comer nada. Peraí que vou comprar um chocolate para a minha mulher. (chamou o vendedor no sinal). Criança não pode ficar em lugar alto sozinha não. A sra. tem que colocar no colchonete no chão.

Eu: Hum.

Taxista: Deu R$ 10,50. Boa sorte lá.

Meu pensanto: Vai pra P***********.

Bjs.

Helena

 

Ecofraldas 27/10/2010

Eu não sou daquelas pessoas loucas para salvar o meio ambiente. Calma. Eu sei da importância e faço meus esforços dentro das minhas possibilidades, ou seja, não tenho disposição de catar uma magrela e sair pedalando com a Pietra a tira colo, mas, detesto desperdício de água, não jogo lixo no chão, sou a favor da redução da utilização de descartáveis, etc.

Dia desses contei quantas fraldas descartáveis eu usei na princesa. Foram 8. Isso porque ela adora sujar a fralda assim que eu termino de arrumar ela depois do banho. Enfim, se multiplicar por 365, chegamos ao número exorbitante de 2920 fraldas descartáveis. Contando apenas a minha filha. Não sei quantos bebês usam fraldas no Rio de Janeiro ou no Brasil, e sinceramente não quis fazer a conta porque entraria quase em pânico em saber quantos milhares de inocentes fraldinhas que tanto facilitam nosso dia-a-dia são despejados no meio ambiente. E o pior, elas demoram uns 100 anos para se decompor.

Aí entra a Helena racional  novamente. Não abriria mão desse conforto para voltar as velhas – e nojentinhas, fraldas de pano do tempo que eu era bebê. Era uma trabalheira sem fim. Primeiro tinha que comprar sei lá quantas dúzias e uma panela grande para fervê-las. Minha sogra tem o maior orgulho em dizer que meu marido começou a vida com 6 dúzias de fraldas, todas duplas. Depois tinha que fazer bainha e ferver. Imagina trocar 8 fraldas de pano de uma criança, colocar de molho, lavar, colocar para secar, passar e guardar. Fiquei sem tempo só de imaginar.

Resolvi pesquisar sobre fraldas reutilizáveis e descobri – o que já era de se esperar, que fora do Brasil existem boas marcas, que são laváveis em máquina de lavar. Dentro das fraldas entra uma tira absorvente que pode ser de dois tipos: laváveis ou biodegradáveis. Fora as estampas que são lindas. Achei super legal, um pacote custa em média 400,00 euros, mas fazendo uma conta rápida vale a pena já que o gasto médio mensal com fraldas chega a uns R$ 200,00. Pena que não tenho como comprar o refil. Achei algumas marcas brasileiras, mas, não senti fé na tecnologia, nem na logística. Tem marca que todos os itens apontam como “esgotado”.

Bom, então eu e minha pequena máquina poluidora continuaremos nas agora tradicionais fraldas descartáveis.

Bjs.

Helena

 

Leite artificial. Não é tão vilão assim 26/10/2010

Filed under: Aleitamento,Saúde — Ti Ti Ti da Pietra @ 10:56
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Engrossando a massa das mamães que cospem para cima, estou eu aqui. Como contei aqui, estou enfrentando alguns problemas em relação a amamentação. O que está acontecendo é que a fome da Pietrinha está maior do que o leite que a mamãe consegue produzir. Depois de 1 semana de tentativas – porque primeiro filho é assim, tentativa e erro, ontem passamos uma ótima noite.

Então vou começar a contar de onde parei no último post sobre o assunto. Como havia falado, minha tinha tia veio aqui em casa e deu algumas dicas que foram:

– Se a Pietra está sugando é porque tem leite;

– Ela tem que ficar o tempo que quiser no peito para o leite mais gordo, que é o que fica no “fundo” do seio poder sair;

– É esse leite que vai saciá-la.

Então, resolvi passar mais uma noite só no peito. Resultado, ela acordou 23h, 2h, 4h e 6h. Detalhe. Com a barriga roncando.

E ai para o bem dela e para o bem da minha sanidade mental resolvi dar o complemento. E ontem fiz isso. A última mamada do dia, a de 23h 30, ofereci 100 ml de Aptamil, ela só mamou 80, mas foi suficiente para chegar até às 4h da manhã, quando minha mãe pôs ela para dormir de novo e só acordou 5h 20. Nessa hora ela mamou no peito e só acordou 8h 30. Perfeito!

Então vamos aos sentimentos. Porque se não tiver um tiquinho de culpa não é mãe, certo?

Sentimento 1: me senti meio egoísta sabe. Como se estivesse abrindo mão das mamadas noturnas da minha filha para eu dormir melhor. Depois pensando bem, concluí que não. Dormir bem é bom para todo mundo, não só para mim. Crianças crescem enquanto dormem, e como a pediatra dela disse, ninguém precisa comer de madrugada.

Sentimento 2: fracasso. Eu só substituí uma mamada, mas mesmo assim senti que não dei conta. Quando engravidei li absolutamente tudo que encontrei a respeito de gravidez e crianças. Idealizei meus sonhos românticos em relação a vários assuntos. E é claro que amamentação exclusiva era uma delas.

Opa, depois do parto normal que virou cesária, essa é a segunda coisa que jurava de pés juntos que não faria. Pois é, é melhor jurar depois de passar.

Bjs

Helena

 

Ética na blogosfera. Eu levanto a mão 25/10/2010

Filed under: Ética,Notícias — Ti Ti Ti da Pietra @ 13:55
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Na última semana a blogueira Camila dona do blog http://mamaetaocupada.blogspot.com, teve seu perfil copiado. Exatamente, o perfil. Não acredito que existam muitas mulheres por ai que sejam psicólogas e mãe de 3 crianças, 2 meninos gêmeos e uma menina. Essa foi a gota d’água para muitos já plagiados blogueiros organizarem uma postagem coletiva sobre o assunto.

Que ctrl C + ctrl V existe não é novo. Acho que desde o início da internet a coisa mais fácil de se fazer é apropriar-se de um trecho de livro, de uma citação, de um artigo qualquer para enriquecer textos mais ou menos mundo virtual afora. Mas qual seria o limite do plágio? Pois é, chegamos a um capítulo meio absurdo, a cópia de um perfil, e não digo a criação de um fake, mas sim de uma pessoa que achou o outro – ou a vida do outro, mais interessante que a sua e não teve escrúpulos de apertar as quatro teclinhas mágicas e apoderar-se do conteúdo.

A vida virtual é apenas extenção da vida real. Tudo que vivo e quem sou é único. Toda mãe vacina seus filhos, mas essa pequena aventura só eu vivi, muitas mães amamentam, mas essa situação apenas eu experimentei. Só existe uma Pietra, filha da Helena e do Rudy, que detesta chupetas e está tentando se adaptar ao bico da mamadeira. Cada momento da nossa vida é protegido, não tem cópia, mesmo que outras pessoas digam que viveram coisas parecidas, existe um código de barras ímpar, uma impressão digital.

Disseminar uma ideia é a melhor parte da rede. Pensamentos maravilhosos podem ser infinitamente multiplicados, o que acho válido, uma vez que vivemos em tempos onde cada vez mais não existe o aprisionamento de ideias. De forma muito simples coisas que se passem na mente de um, passam a ser coisas que se passam na cabeça de milhares, e porque não de milhões.

Aderi a campanha pelo simples fato de que gosto muito desse mundo virtual que me permite tanta coisa, desde contar pequenas aventuras com minha filha até entender como funciona seu pequeno e complexo organismo, mas que como tudo na vida precisa sim de ética e porque não de caráter.

Bjs.

Helena

 

 

 

Ué? Cadê o leite da mamãe? 24/10/2010

Filed under: Notícias — Ti Ti Ti da Pietra @ 19:41

Situação que estressa qualquer mãe. O filho chorar para mamar e o leite? Cadê?

Desde de terça-feira, estou vivendo este cenário. Estressante. De terça para a quarta, passamos uma noite quase de terror, de criança chorando e peito vazio. No dia seguinte estava decidida entraria no leite artificial se fosse preciso. Minha idealização de amamentação perfeita até os seis meses tinham acabado de ruir no momento que vi minha filha chorar de fome. Enquanto os problemas se resumiam a seios rachados e empedrados nada tinha mudado na minha cabeça, mas quando doeu nela… o conto de fadas acabou. Exagerada? Com certeza. Sou eu mesma.

No dia seguinte as coisas não melhoraram e liguei para a pediatra. Ela me recomendou usar um remédio para aumentar a produção de leite, passou o complemento para a Pietra e pediu que eu relaxasse. Todas as recomendações ok até a parte do relaxar. Não consigo!!! Em outras épocas entrava no passiflorine, mas agora não posso mais por conta da amamentação.

Não tinha nem mamadeira em casa, ou melhor tinha, mas nem me lembrava, nunca tinha usado. Tava guardada em uma caixa no armário. Corri no mercado e comprei leite e outra mamadeira. Tudo pronto. Cheguei em casa, aprendi a esterelizar, não que seja complexo, mas, nunca tinha feito. E tentei dar depois dela mamar no peito – a pediatra pediu que só oferesse a mamadeira depois de mamar no peito. Hum. Quem disse. Parecia que tava dando jiló para a criança. Cuspiu tudo e passamos outra noite ruim.

Resultado da novelinha, fiquei até agora encucada apertando os seios a cada 10 minutos para verificar se tinham enchido. Agora a tarde recebi a visita dos meus tios Zé e Marcia, que amamentou minha prima até os dois anos. Gente, outro astral. Todos me tranquilizaram dizendo que o leite voltaria, mas ela me deu certeza que ele não tinha acabado. Conversou comigo com tanta convicção de que nada estava errado contando a sua experiência que tive certeza: meu leite não ta pouco, só tenho que oferecer direito.

Bom termino esse post com a Pietra pendurada em mim. Depois venho contar como foi nossa noite. E quais foram as dicas dela.

Bjs.

Helena

 

Nosso primeiro passeio 20/10/2010

Filed under: Passeios — Ti Ti Ti da Pietra @ 19:06
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Eu sei eu sei, não é a primeira vez que a Pietra saiu de casa. Mas não quis contabilizar idas a medicos nem a mercados. Esse sim foi nosso primeiro passeio em família.

Sabe como é. Criança é que nem carro novo. A gente inventa oportunidade de dar uma voltinha.

Moro no Rio desde sempre (tirando os 2 aninhos de Salvador), e nunca tinha ido ao Jardim Botânico, pelo menos não me lembro de ter ido. Não tinha ideia do que estava perdendo. E o passeio foi completo, com direito a pic nic com bolo de laranja e sanduba de queijo minas.

O lugar é lindo, bem cuidado, tranquilo, não tive nenhum problema em andar com o carrinho, o lugar é totalmente acessível, desde a entrada até os banheiros.

As fotos dispensam qualquer descrição.

 

Das coisas que abri mão

Filed under: Comportamento — Ti Ti Ti da Pietra @ 17:49

Toda menina é socialmente programada para exercer as funções da vida adulta. Meninas brincam de casinha, de cuidar de nenê, de fazer comidinha. Essas eram as minhas brincadeiras preferidas. Não fui uma menina moleque, que gostava de brincar de bola ou de subir em árvore. Até brincava dessas coisas vez ou outra, mas gostava mesmo de arrumar minhas bonecas, de me maquiar, de tomar banho de espuma (um desses banhos me rendeu umas boas palmadas, tinha espuma até na escada de casa).

Acabamos idealizando um monte de coisas. Como funciona uma casa, a criação de uma criança, um relacionamento de um casal. Depois a gente cresce e entende que as coisas não funcionam como nas brincadeiras. É preciso ter muito mais jogo de cintura do que com a melhor amiga que quer o seu brinquedo.

Depois da Pietra nascer, muitas das minhas verdades foram por água abaixo. Aprendi a abrir mão.

Abri mão da casa sempre arrumada, do cabelo sempre escovado, dos emails respondidos, das noites de sono, dos cochilos depois do almoço. Abri mão de dormir mais um pouquinho porque ela tem horário para tomar banho, para mamar, para dormir, para ter atenção.

Essa nova brincadeira não tem regra, nem tem competidor, nem termina na hora do Jornal Nacional, e mesmo assim é muito mais gostosa. Mesmo brincando sozinha no dia-a-dia.

Minha boneca agora sorri, morde a mãozinha e adora beijinho no pescoço e as vezes eu consigo pegá-la me procurando com os olhinhos. Essa brincadeira não acaba nunca, graças a Deus, nem eu quero que acabe.

Agora vou lá, minha boneca está me chamando.

 

 
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